Inspiração Venérea
Ah, sim! Se eu fosse como Pigmalião,
Te esculpiria inteira,
Amando por seu sorriso,
Me ameigando por seu olhar,
Me deixaria levar como rio
A serpentear por teu corpo,
Te explorando à mapear cada canto
Incógnito ao olhar,
Revelado por cada toque ao te amar,
Sutil como a suavidade de sua pele.
Me deixaria vivenciar o que até mesmo
Afrodite invejaria ao te venerar:
A poesia que és e que se faz tão singular,
De beleza à deusa e amor
Que jamais se viu ou contou
Ou que se há de melodiar,
De pele ébano a queimar de amar
E de paixão ao sensualizar.
De encanto vivo por te ter em alma nua,
Aos poucos percebo-me
Frenético de louco por te ver,
Ambicionando o desejo por te querer.
Sei, porém, que apenas o tempo
É quem irá dizer,
Por isso espero ansioso a viver
A boca tua que em beijos hei de ter
Ou serão meus braços,
Uma noite a mais,
Que o frio há de acometer?
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