Entre margens

Entre margens circula uma hora sem prerrogativa
Unidas na ressonância de uma prece contemplativa
Duas brisas díspares inundam toda a solidão apreciativa
Entre margens todas as brumas da manhã amparam o
Silêncio viajando pela diáspora das emoções imperativas
É hora de galgar o viaduto onde dormitam maresias paliativas
Entre margens a vida quando esquecida afoga-se no leito
Lacrimoso e regurgitado das ilusões sempre na expectativa
Impotente a saudade evapora-se no meio de memória ali cativa
Frederico de Castro
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