Sorri amarelo
Há algo na fome que nos priva do raciocínio.
Há fome de algo que a mente não sente.
Há gente que mente que os olhos não veem
que mente que sente pena de carente.
Mente tão bem que passa despercebido
pela porta de entrada.
Se esgueira no mundo de quem não tem muito,
de quem é refém do tanto que tem.
Entra nas entrelinhas
e ousa fazer jura mais vazia que barriga de mãe de sete.
Abraça quem quer e faz uma foto sorrindo amarelo.
Os dias seguem azuis, o sol rachando o solo e a boca.
Fica posto assim então que é difícil alimentar a razão se não tem terra pra grão.
Há fome de algo que a mente não sente.
Há gente que mente que os olhos não veem
que mente que sente pena de carente.
Mente tão bem que passa despercebido
pela porta de entrada.
Se esgueira no mundo de quem não tem muito,
de quem é refém do tanto que tem.
Entra nas entrelinhas
e ousa fazer jura mais vazia que barriga de mãe de sete.
Abraça quem quer e faz uma foto sorrindo amarelo.
Os dias seguem azuis, o sol rachando o solo e a boca.
Fica posto assim então que é difícil alimentar a razão se não tem terra pra grão.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*