Poema Migrante
quando se não entende
a linguagem da gente
quando tudo
parece obscuro
nem transparente
nem seguro
quando te apressas por chegar
e chegas e vais chegando...
a nenhum lugar;
quando te precipitas
uma gota neste oceano
e hesitas... por estar só
tu és a água
do rio diário
do mar que nos cerca
do oceano que nos inunda
desta humanidade jocunda
que é fértil em obra e pensar
e voa aonde não mais se pode chegar
nestas ruas de pavimento
e betão armado...
quando caminhamos sempre sós
mesmo estando tantos lado a lado
podíamos ser tu e eu
podíamos ser só nós...
podíamos assentir em silêncio
no mesmo olhar, na mesma voz
a linguagem da gente
quando tudo
parece obscuro
nem transparente
nem seguro
quando te apressas por chegar
e chegas e vais chegando...
a nenhum lugar;
quando te precipitas
uma gota neste oceano
e hesitas... por estar só
tu és a água
do rio diário
do mar que nos cerca
do oceano que nos inunda
desta humanidade jocunda
que é fértil em obra e pensar
e voa aonde não mais se pode chegar
nestas ruas de pavimento
e betão armado...
quando caminhamos sempre sós
mesmo estando tantos lado a lado
podíamos ser tu e eu
podíamos ser só nós...
podíamos assentir em silêncio
no mesmo olhar, na mesma voz
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