das intifadas do pensamento em vazão profana
há em tudo uma razão frequente
que constata a vã e tal medida
que joga os sonhos pelas gentes
como retratos de anseios indormidos
e é de tê-los assim impunemente
nos cachos de sono em que se agitam
e transeuntes da vida que não queiram
e passageiros das mortes que não lidam
e é de armá-los como fogueiras
em peitos e coxas, em sorrisos
e é de truncá-los pela vida
numa vasta desmedida
e é de vivê-los pelos cantos
em desculpas embrulhados
vergonhas que se queiram vias
de aparentar algum recato
e é de arrumá-los na cabeça
em compleição de cada intento
e morrê-los em gritos
e chorá-los em medos
há em tudo uma razão frequente
amordaçado o vão de quem se via
como parte de um sonho em simetria
com as medidas que não se pressente
e é de tê-los invernosos
nos sóis a pino
e senti-los quentes
como o frio
e é de desarmá-los pelas salas
em verbos que não se delatem
embrulhados em palavras que não sejam
a exata compreensão do que é tarde
e é de aturá-los navegantes
marinheiros de mares consentidos
grandes como as confissões
que deixamos postas em cabides
há uma razão
de lavrar os sonhos de uma saída
de tudo que a gente sente
e que não consente como a vida
e é de tê-los amanhecidos
quando noturnos ainda em nosso jeito
na estranha dialética que decide
a inexata franja do peito
e é de tê-los nus
no pensamento
lua destemperada
do que eu sinto
e é de tê-los useiros
e vezeiros da emoção
intifada que se prega
no meio do coração
que constata a vã e tal medida
que joga os sonhos pelas gentes
como retratos de anseios indormidos
e é de tê-los assim impunemente
nos cachos de sono em que se agitam
e transeuntes da vida que não queiram
e passageiros das mortes que não lidam
e é de armá-los como fogueiras
em peitos e coxas, em sorrisos
e é de truncá-los pela vida
numa vasta desmedida
e é de vivê-los pelos cantos
em desculpas embrulhados
vergonhas que se queiram vias
de aparentar algum recato
e é de arrumá-los na cabeça
em compleição de cada intento
e morrê-los em gritos
e chorá-los em medos
há em tudo uma razão frequente
amordaçado o vão de quem se via
como parte de um sonho em simetria
com as medidas que não se pressente
e é de tê-los invernosos
nos sóis a pino
e senti-los quentes
como o frio
e é de desarmá-los pelas salas
em verbos que não se delatem
embrulhados em palavras que não sejam
a exata compreensão do que é tarde
e é de aturá-los navegantes
marinheiros de mares consentidos
grandes como as confissões
que deixamos postas em cabides
há uma razão
de lavrar os sonhos de uma saída
de tudo que a gente sente
e que não consente como a vida
e é de tê-los amanhecidos
quando noturnos ainda em nosso jeito
na estranha dialética que decide
a inexata franja do peito
e é de tê-los nus
no pensamento
lua destemperada
do que eu sinto
e é de tê-los useiros
e vezeiros da emoção
intifada que se prega
no meio do coração
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