Quis adiar o poente

Ao cair da tarde o poente inspira uma
Overdose de palavras belas e transcendentes
A noite corrói por dentro tantos breus emergentes
Ao cair da tarde a solidão matura uma hora dissidente
Na fecundidade de nossa fé improvisa-se um sonho tão crente
Desembrulha-se a esperança, audaz, veraz, suada…pungente
Quis adiar o poente mas o tempo divagando desmiolado
Escondeu-se entre as derradeiras luminescências dissimuladas
Fiquei só algemado a tantas caóticas solidões além emuladas
Frederico de Castro
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