Palavras a Seu Andrade na morte de sua amada

pelo olho
vaza a vida
salgada sem razão
da despedida

pelo verbo
jorra a alma
usina de muitas léguas
oficina que nem usavas

pelas rugas
escorre a mágoa
vadia emoção
agora inexata

pelo homem
corre o indício
de que a tarde
é um grande precipício
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