COSTURAS
São os seus dedos quem determinam
Os rastros e trilhas da linha no pano
A agulha apenas perfura e cirze
Quem borda são os olhos
Quem cinge seus sonhos
Quem dobra é seu tempo
Que apara os seus desejos
Desdenhando a costura
Essa moça faz do tecido sua alma acesa
Que despe o que precisa e mostra o que a esconde
Onde somente a imagem alinhava a emenda
E cola uniforme as cores sobre a pele
Ilumina-se do brilho da seda no corpo
Como a sede sacia o lábio pelo copo
Assim a moça traja o que ela mesma tece
Enquanto desnuda qualquer aceno em silêncio
Como um furo ao pano que espera o fio
Da linha profana que o perfure e cose
Essa túnica de versos
Que se transmuta em veste
Reveste recobre e deixa toda palavra vaga
E a minha alma muda
www.psrosseto.com.br
Os rastros e trilhas da linha no pano
A agulha apenas perfura e cirze
Quem borda são os olhos
Quem cinge seus sonhos
Quem dobra é seu tempo
Que apara os seus desejos
Desdenhando a costura
Essa moça faz do tecido sua alma acesa
Que despe o que precisa e mostra o que a esconde
Onde somente a imagem alinhava a emenda
E cola uniforme as cores sobre a pele
Ilumina-se do brilho da seda no corpo
Como a sede sacia o lábio pelo copo
Assim a moça traja o que ela mesma tece
Enquanto desnuda qualquer aceno em silêncio
Como um furo ao pano que espera o fio
Da linha profana que o perfure e cose
Essa túnica de versos
Que se transmuta em veste
Reveste recobre e deixa toda palavra vaga
E a minha alma muda
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