Para a minha DELFINA
Viajo nos teus braços
nesse cais de esperança
e neles me aconchego
sedento do cheiro a maresia
que teu corpo liberta
Empunho punhais de esperança
que ao mar não foram lançados
esperando nesta quietude
para a qual viajamos
és esperança prometida
pelos céus selada
Juntos como sempre
aqui estamos
desembainhando nossos punhais
ardentes de dor,
alegria, paixão,
amor
E com cantos de sereias
ao longe escutados
renovamos o amor
nos nossos corpos acumulado
e de novo votos fazemos
que esse amor recomeçado
se prolongue e se aniche de novo
em nossos corpos renascidos
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