pela manhã
ainda caibo
nos caibros
em que meu sonho
pendura meus enfados
e deixo-me estar pelo dia
com tudo aquilo 
em que me desato

pela tarde
faço-me a um tempo
em que me desuso
e deixo-me ser o espaço
entre o povo e o muro

à noite
permito
que a vida vá além
de um tempo restrito
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