A solidão
Vem em nós obrar
Para fazer espaço
para voltar a plantar
Vem em nós saber
Até onde voga à vontade
A vontade do ser
Vem em nós poisar
Nesses lamentos
Íntimos e sedentos
Para se cuidar e curar
Vem assim mostrar
Feridas antigas
Novas veredas
preferidas
Para se querer assim alcançar
Entre os momentos do estio
Na lama, na névoa
Na neve, no frio
Nesse calor estridente
Que poisa assim qual pingente
E se deixa cair
Nesses lugares ermos
Prolongados
Onde a planície
ou o monte se estende
Assim por todos os lados
Nesses momentos velados
Onde nem nos encontramos
Quando chegamos
e nos achegamos
ao recém chegados
Nesses tempos
nos que levamos
Armaduras de gelo
que assim deixamos
Ao voltar a caminhar
E nesse segredo
Ledo íntimo e ameno
Regressar
Lentamente
Trazer a semente
Que se vai plantar
E no campo assim arado
Desse sonho futuro
No passo presente
plantado
À espera desse tempo
anunciado
Vivido e bem prezado
Para dar frutos e se levar
E partilhar por ser bem-amado…
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski