No teu poema

- para Carlos do Carmo, a voz...
No Teu Poema todos os silêncios dormitam
Ali onde a tarde entardecia e as palavras em eco
Feliz brilhava e avidamente o tempo resplandecia
No céu aberto surge a Estrela da Tarde iluminando
Aquelas Duas lágrimas de Orvalho onde navegam altivas
E de velas erguidas as Canoas do Tejo com brisas bem supridas
Foste Um Homem na Cidade, musicas-te um Fado da saudade
Acordem guitarras, Por Morrer uma Andorinha não acaba a Primavera
Lisboa, ainda é Menina e Moça, oh varina teus olhos têm ternura purpurina
Nessa Estranha forma de vida, à esquina deste inverno o Homem
Das Castanhas apregoa, quem quer quentes e boas ao desafio
Dá tempo ao Tempo o que não mata a fome aconchega o frio
Frederico de Castro
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