Apaziguar
não me apazigues esta fome
não me consoles na falta
dos teus braços
das palavras sussurradas
de te morder os lábios
e invadir a tua boca
do teu corpo decalcado no meu
dos teus olhos abertos
no prazer de cada olhar
não consoles a dor que tenho de ti
não ilumines o escuro negro deste espaço oco
onde nada cabe
deixa apenas
que o meu peito rebenta em saudade
deixa-me ficar
olhando os teus caminhos onde não quis ir
do destino afugentado
agora que as pedras se agigantam
e cada sombra me acolhe
num sorriso complacente
não digas nada que me faça lembrar
os silêncios de te olhar na madrugada
dormindo ao teu lado
deixa este adeus ser eterno
não me apazigues esta saudade
não me consoles na falta
dos teus braços
das palavras sussurradas
de te morder os lábios
e invadir a tua boca
do teu corpo decalcado no meu
dos teus olhos abertos
no prazer de cada olhar
não consoles a dor que tenho de ti
não ilumines o escuro negro deste espaço oco
onde nada cabe
deixa apenas
que o meu peito rebenta em saudade
deixa-me ficar
olhando os teus caminhos onde não quis ir
do destino afugentado
agora que as pedras se agigantam
e cada sombra me acolhe
num sorriso complacente
não digas nada que me faça lembrar
os silêncios de te olhar na madrugada
dormindo ao teu lado
deixa este adeus ser eterno
não me apazigues esta saudade
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