Espirais II

Nesse calor mais do que quente

Nesse irradiar entre a gente

E plantar

letras de sonho

E deixar-se

Levar

 

Qual a folha no vento

Pairar

 

Quais remansos

de águas claras

Refletir

Sem deixar ir

Esse momento

 

a se partilhar

 

Quais vagas

nas marés

A teus pés

Sibilando

Lambendo

Tocando

Suavidades

Serenas mocidades

Que se trazem ao luar

 

Vestidas

Em danças esquecidas

Entre os céus a cintilar

 

Essas mesmas

flores garridas

Silvestres

E nascidas

Nesse teu peito

 

Devagar

 

Qual alento

Que se partilha

 

Ao de perto

Qual nos humilha

Para se mostrar

Nessa humildade

Da certeza

Dessa terra

que nos preza
13 Visualizações

Comentários (0)

ShareOn Facebook WhatsApp X
Iniciar sessão para publicar um comentário.