do poema em trânsito fugaz

o poema costuma
voar dos lábios
e pular nas almas
nos ombros das palavras
roi entranhas
e desarma
quando, engatilhada, a vida
lhe desfralda
e é bruma e brame
encapela-se nas tardes
quando sangue
mas, antes de mais nada,
o poema tece em chamas
nas rendas do peito
os bordados da alma
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