Me afundo e culpo o mundo
Com medo de afundar, exatamente como eu me sinto, ando em passos devagar, foco no objetivo, preso no meu lar, me deparo com abismo, criado sem instinto, puro improviso, duro mas vivo, eu juro mas piso, não devia todovia seu sorriso me contagia, me tranquei porque não queria, na rodovia te encontrei quando a dor me cobria, quantas vezes em transe, transei por um prazer não existia, que eu não resistia, o bronze ferruja e o ouro sempre sumia, somos confusos, quem sabe, saberemos um dia, é pra você que eu fujo e luto mesmo a luta não sendo minha, eu acredito no fruto, pra nunca mais te deixar sozinha, a força que vence o medo vem do fundo e não e só minha, as vezes fraquejo, perco a visão pro desejo e o maior inimigo se torna o mundo, me tira do que eu almejo e me afunda e eu me afundo.
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