Entre a neve I

seres celestiais jaziam

ali onde as névoas se erguiam

onde as mãos conjugavam

poemas de sonhos

que tanto esperaram

e temas risonhos

que na neve desenharam

 

e saíram e seguiram

assim devagar

passo a passo

de mansinho

qual algo comezinho

que se faz sem se pensar




e chegaram

e andaram

e estiveram

onde sempre passaram

e em cada lugar renovaram

o que sempre assim amavam

e celebrar – celebraram




nessa noite mais fria

nesse novo nascer de dia

nessa alva alvorada
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