vendado por escuridão
Oh vida, curta vida
Tão cruél e dura
Mais que a literatura
Hoje sinto sua amargura
como ontem
Que fluído desabara
As lágrimas ou a chuva
ou o sangue sórdido
que a minha caneta escrevera
acabaram-se as rimas, as paráfrases
minha vida, meu medo; as rimas? só crases
escrevendo sobre a escuridão contínua, contida
nos olhos do eu lírico, perdida
Vendado não revido
Quebrado, abatido
Poesia Oh, triste poesia,
tão cruel e viva
Me leve, me leve embora desta vida,
tão cruel e dura
Onde tudo, e tudo que vejo, é tortura
Tão cruél e dura
Mais que a literatura
Hoje sinto sua amargura
como ontem
Que fluído desabara
As lágrimas ou a chuva
ou o sangue sórdido
que a minha caneta escrevera
acabaram-se as rimas, as paráfrases
minha vida, meu medo; as rimas? só crases
escrevendo sobre a escuridão contínua, contida
nos olhos do eu lírico, perdida
Vendado não revido
Quebrado, abatido
Poesia Oh, triste poesia,
tão cruel e viva
Me leve, me leve embora desta vida,
tão cruel e dura
Onde tudo, e tudo que vejo, é tortura
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