A COLHEITA
O que corta na carne
Abre ferida profunda
Ódio que reencarne
Dor na alma inunda.
O que sangra na pele
Lágrimas por tortura
O que escorre expele
Uma vida de amargura.
Foice no dia da colheita
Mãos atando os feixes
Fecha-se porta estreita
Nada de livres os peixes.
O que vaga nas sombras
Tropeçando cai sem apoio
Serão contadas as obras
Separado o trigo do joio.
Erimar Santos.
Abre ferida profunda
Ódio que reencarne
Dor na alma inunda.
O que sangra na pele
Lágrimas por tortura
O que escorre expele
Uma vida de amargura.
Foice no dia da colheita
Mãos atando os feixes
Fecha-se porta estreita
Nada de livres os peixes.
O que vaga nas sombras
Tropeçando cai sem apoio
Serão contadas as obras
Separado o trigo do joio.
Erimar Santos.
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