Uma estrada ao pé da serra.
Essas vistas, hoje cansadas,
viram tantas alvoradas
e o revoar da passarada
saudando o amanhecer...
Já viram tardes doiradas
e as longas madrugadas...
E nos braços da minha amada,
viram-me adormecer.
Hoje sou apenas triste,
sonhar, já não mais existe.
Passo o tempo que me resta,
procurando não sofrer.
Cansado enfim desta vida,
vou deixar minha morada.
Aqui, vivo na saudade,
sem vontade de viver.
O caminho é de terra...
Uma estrada ao pé da serra,
onde o vento levanta a poeira
que teima em meus olhos arder.
Estes, se cobrem de águas
(Mares de minhas mágoas),
onde navego nas noites,
nas ondas do esquecer.
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