Vagar nas vagas do sentimento
Nesses momentos musicais
Nesses instantes tão iguais
Nessas ondas elevadas
Pelas veredas
do sentimento levadas
A nos unir sem divagar
A nos achegar sem cessar
De vogar, de se enrolar
De se entretecer
Devagar
E de forma intensa
Mais além do que se sente
Mais forte do que se pensa
A nos largar
Sem apelo nem agravo
E sem nos deixar chegar
Aonde se ia nesse recado
Tão bem descrito
Nesse dar
O dito pelo não dito
Nessa verdade comezinha
Que tão cedo se adivinha
Nesse algo recatado
Que se acende em todo o lado
Nesse segredo berrado
Pelos recantos mais sonhados
E nessas viagens tão feitas
Assim quais palavras perfeitas
No final da oração mais candente
Que esta vida em presente
Nos tenha assim deixado
Qual oferta que se rejeita
Qual esse jeito que se ajeita
Qual esse algo tão prendado
Que é liberto
Quando estou a teu lado…
E nem se reconhece seu saber
Assim mergulhar nesse teu ser
E encontrar tanto momento
Varado
Esperando a ser
Levado
Para algum sítio iluminado
Onde se possa mostrar
O que levas no peito prendado
O que pensas sem se ter deixado
Assim reconhecer
E nessa mente dispersa
Ainda está a janela aberta
Para deixar voltar a ver
Os tempos que imaginavas
fantasias que tanto prezavas
E essa pequena verdade
Disfarçada de liberdade
No lugar que tanto amavas
Esse que no peito levavas
Enquanto assim te afastavas
Nesses instantes tão iguais
Nessas ondas elevadas
Pelas veredas
do sentimento levadas
A nos unir sem divagar
A nos achegar sem cessar
De vogar, de se enrolar
De se entretecer
Devagar
E de forma intensa
Mais além do que se sente
Mais forte do que se pensa
A nos largar
Sem apelo nem agravo
E sem nos deixar chegar
Aonde se ia nesse recado
Tão bem descrito
Nesse dar
O dito pelo não dito
Nessa verdade comezinha
Que tão cedo se adivinha
Nesse algo recatado
Que se acende em todo o lado
Nesse segredo berrado
Pelos recantos mais sonhados
E nessas viagens tão feitas
Assim quais palavras perfeitas
No final da oração mais candente
Que esta vida em presente
Nos tenha assim deixado
Qual oferta que se rejeita
Qual esse jeito que se ajeita
Qual esse algo tão prendado
Que é liberto
Quando estou a teu lado…
E nem se reconhece seu saber
Assim mergulhar nesse teu ser
E encontrar tanto momento
Varado
Esperando a ser
Levado
Para algum sítio iluminado
Onde se possa mostrar
O que levas no peito prendado
O que pensas sem se ter deixado
Assim reconhecer
E nessa mente dispersa
Ainda está a janela aberta
Para deixar voltar a ver
Os tempos que imaginavas
fantasias que tanto prezavas
E essa pequena verdade
Disfarçada de liberdade
No lugar que tanto amavas
Esse que no peito levavas
Enquanto assim te afastavas
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