Cantares lusos
Nesse ímpeto aceso
Nesse algo que se liberta
Tendo estado preso
Nesse sentimento
que se expressa
Nesse pensamento
que se deixa
Assim vogar
Entre o coração
e a mente
Linha candente
A se saber traçar
Sentidos nas entrelinhas
Letras comezinhas
Para assim jorrar
Desse peito aberto
Qual água pura
em pleno deserto
A nos embevecer devagar
E nessa praia abandonada
Na que nem essa onda
bem amada
Deixa de nos saber falar
Desses horizontes afastados
Desses outros fados
Que nos é dado a nós cantar
Em poemas e alegrias
Em mágoas e melancolias
Em vagas desse mar
de amar elevadas
Pelo rumor desse teu rubor
Também por nós cantadas
Nesse algo que se liberta
Tendo estado preso
Nesse sentimento
que se expressa
Nesse pensamento
que se deixa
Assim vogar
Entre o coração
e a mente
Linha candente
A se saber traçar
Sentidos nas entrelinhas
Letras comezinhas
Para assim jorrar
Desse peito aberto
Qual água pura
em pleno deserto
A nos embevecer devagar
E nessa praia abandonada
Na que nem essa onda
bem amada
Deixa de nos saber falar
Desses horizontes afastados
Desses outros fados
Que nos é dado a nós cantar
Em poemas e alegrias
Em mágoas e melancolias
Em vagas desse mar
de amar elevadas
Pelo rumor desse teu rubor
Também por nós cantadas
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