Introspecto
Na pressa do coração apertado, vejo a tua imagem translúcida, da dúvida, tão sem mim.
Na chuva que molha minh' alma, mas não arranca o que se instaurou de ti.
No sol que amordaça o pensamento, mas que não apaga esse furor.
A angústia que pesa no olhar, o ar que não quer respirar.
Nos lábios a súplica do beijo. Ávido, fervoroso.
O corpo nasce e renasce, mas padece inconsolável.
Nos teus passos e tão distante.
A lágrima petrificada há tempos, enfim escorre no sorriso inflamado.
E quando vejo o rosto cru, nu, tão próximo, tão incabível no que me anseias.
Vontade do amor que não consome, que devora.
Do toque que atordoa o juízo.
Da mão que invade o avesso de mim.
Do olhar que persegue o domínio da insensatez.
O aperto sôfrego do pulsar insusceptível.
Do engano mais perfeito que minha inverdade, mas que alimenta a esperança inexistente.
Da tristeza infinda, que habita tão ferozmente o vazio abandonado.
Na mesma intensidade que o teu olhar preenche por completo a fúria insana.
Saudade do passado tão presente, tão vivo. Da memória que não se esvai.
De ti! Enfim! Todo e veemente na sombra do meu corpo desvario.
Do toque árduo e firme na tez incansante.
Do teu suor, que escorre ininterrupto sobre o desejo profundo.
E o fracasso do medo...
E a tua voz que adormeceu nos meus anseios.
No teu perfume sobrevive o meu martírio.
E enleva nas nuvens da solidão.
No beijo ferido, que amarga na boca. Ainda derrama o doce do teu mel.
Nas pequenas migalhas de ti, reconstruo aos poucos a quimera do que se perdeu.
Na chuva que molha minh' alma, mas não arranca o que se instaurou de ti.
No sol que amordaça o pensamento, mas que não apaga esse furor.
A angústia que pesa no olhar, o ar que não quer respirar.
Nos lábios a súplica do beijo. Ávido, fervoroso.
O corpo nasce e renasce, mas padece inconsolável.
Nos teus passos e tão distante.
A lágrima petrificada há tempos, enfim escorre no sorriso inflamado.
E quando vejo o rosto cru, nu, tão próximo, tão incabível no que me anseias.
Vontade do amor que não consome, que devora.
Do toque que atordoa o juízo.
Da mão que invade o avesso de mim.
Do olhar que persegue o domínio da insensatez.
O aperto sôfrego do pulsar insusceptível.
Do engano mais perfeito que minha inverdade, mas que alimenta a esperança inexistente.
Da tristeza infinda, que habita tão ferozmente o vazio abandonado.
Na mesma intensidade que o teu olhar preenche por completo a fúria insana.
Saudade do passado tão presente, tão vivo. Da memória que não se esvai.
De ti! Enfim! Todo e veemente na sombra do meu corpo desvario.
Do toque árduo e firme na tez incansante.
Do teu suor, que escorre ininterrupto sobre o desejo profundo.
E o fracasso do medo...
E a tua voz que adormeceu nos meus anseios.
No teu perfume sobrevive o meu martírio.
E enleva nas nuvens da solidão.
No beijo ferido, que amarga na boca. Ainda derrama o doce do teu mel.
Nas pequenas migalhas de ti, reconstruo aos poucos a quimera do que se perdeu.
Comentários (2)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
MARINA SATIRO
Autor
2012-03-09
Muito obrigada!
2011-09-19
como é bom saber que ainda existem poemas assim onde a profundidade dás palavras nos atigem como se fossem um balsamo para que nossos espíritos possam voar por ai nas asas da imaginação. parabéns lindooooo
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski