SEM TÍTULO
Diz o meu pai
Para estar mais presente
Mais viva e menos ausente
Diz que não adianta o mundo às costas carregar
A sociedade vai sempre deixar a desejar
Não tem sentido levar comigo tanta dor no coração
Diz que tenho que me abstrair
Da desilusão que a vida é
E da dificuldade de apenas existir
Diz que já bastam as minhas desolações
As minha próprias interrogações
Estou incomodada com o fraco dos outros
E as suas descabidas decisões
Como se fizesse a mínima diferença
Diz o meu pai que há gente feliz de nascença
Mas com a felicidade vem a ignorância
Como a arte ,cresceu em mim a arrogância
Há gente inútil
Há gente fútil
Mas no entanto invejo
A inutilidade e a futilidade desses
Porque ainda assim não estão tão perdidos na profundidade
Do vazio como eu
Um nada sem fim que se propaga pela infinidade
Quem me manda ter uma mente que não se adequa à minha idade?
Para estar mais presente
Mais viva e menos ausente
Diz que não adianta o mundo às costas carregar
A sociedade vai sempre deixar a desejar
Não tem sentido levar comigo tanta dor no coração
Diz que tenho que me abstrair
Da desilusão que a vida é
E da dificuldade de apenas existir
Diz que já bastam as minhas desolações
As minha próprias interrogações
Estou incomodada com o fraco dos outros
E as suas descabidas decisões
Como se fizesse a mínima diferença
Diz o meu pai que há gente feliz de nascença
Mas com a felicidade vem a ignorância
Como a arte ,cresceu em mim a arrogância
Há gente inútil
Há gente fútil
Mas no entanto invejo
A inutilidade e a futilidade desses
Porque ainda assim não estão tão perdidos na profundidade
Do vazio como eu
Um nada sem fim que se propaga pela infinidade
Quem me manda ter uma mente que não se adequa à minha idade?
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