Angústia
Vejo pessoas olhando pelas janelas
Como se estivessem presas
Parecem que estão nas casas morras...
O distanciamento mesmo com a net
já era grande...
Vou surfar
Estou surtando...
E viajar nas asas das borboletas
Isso da identidades as flores
Urubus passado fome
Cães virando latas...
Fumaças no ar...
As plumas sendo poluídas
O coração dói
Peixes morrendo afogados...
Garotos correndo descalços
porque as calçadas estão fritando ovos...
Chocolates derretendo
Meninas praticamente nuas
E todos andando de mascaras...
E a poesia é arame farpado
E pedras rolando
Não rolam mais.
Não dá para ouvir o silêncio
E os silêncio se faz...
Angustia!
Não é tão feia como ela é
pode ser uma teia de aranha
Ornamentando o caminho
Fazendo existência!
Angustia!
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Orquídeas negras
Coloquei o esplendor de orquídeas negras,
para observar os senhores das guerras.
Revigoro a memória corpórea como quem
dança a …
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
a janela está aberta
sem frestas com uma grossa cortina dura sem que passe qualquer partícula poeira ou até vida por trás a impossível grade de ferro por aqu…
Kátia Surreal
Pindaíba-vermelha
Agradecer à primavera pelo florescer
bonito da Pindaíba-vermelha.
embora a gente saiba que não nasça
na Mata Atlântica do sul …
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Pacari
Primavera da memória afetiva
do Pacari em Santa Catarina,
ele dá sombra e é curador,
e, com sua florada, enche
o coração com …
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski