Sem título
No dia em que morrer
O que haverá para valorizar ?
Nunca soube o que ser
Será que alguém nota no esforço
Que é pra mim viver ?
Se representar a minha vida num esboço
Desenharei me a arder
Todos têm pena
Da moça que sente demasiado
Todos dizem que passa
A dor que senti no passado
Todos me falam
Mas nenhum sente os traumas que tanto me abalam
Não me digam o que sentir
Sou sensível
Sou frágil , fácil de partir
Talvez previsível
As minhas queixas não mudam
Mas as feridas também não se curam
São fundas ,
Profundas
Mágoa ao olhar para trás
É como uma faca
A dor já não me incomoda
É me indiferente ,aliás
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