(Des)encantos da solidão

Desencantada a solidão sentou-se na beira de um
Vazio supérfluo, necessário e tão inescusável
Assim se desconstrói o tempo num eco irrefutável
Em cativeiro todo o lamento rasura uma palavra impensável
A poesia vagueia a bordo de ininterruptas ilusões insaciáveis
Emprenha a alma com emoções genuínas e quase inimagináveis
Frederico de Castro
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