EXALTEI-ME COM O VINHO
Exaltei-me com o vinho, revolvi o meu passado, chorei desconfortado, não tinha mais um ninho. Lembrei que os laços haviam sido rompidos, apenas a solidão amiga dos desamparados me acariciava em seus ombros. Vi-me meio aos escombros, eram tantos destroços frutos das guerras e lutas passadas que às vezes deixam remorsos. Esforcei-me para estar sóbrio e entender a loucura, porque uma alma diz-se em amor sem conhecer seu valor e a sua arquitetura, depois em choro uma dor e o que resta é rancor. Quem é fraco que caia, quem é forte me dê forças contra os lábios que me atraem. Exaltei-me com o vinho, seu veneno é desalinho em tentações que não se esvaem.
Erimar Lopes.
Erimar Lopes.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski