BARCO FURADO NO MAR DA SOLIDÃO
Não é razoável querer amar
Alguém que não se encontra
É tão difícil esperar
E da razão não mais faz conta
Se joga em aventuras
Suporta amarguras
Confia no carente coração
Anda pela contra mão de direção
É complicado explicar
A tortura do abandono
Vagando sozinho pelos cômodos
Em noites que se perde o sono
É tão difícil de remar
No mar da solidão
Sem o barco afundar
E afogar seu coração
Mas a razão é encontrar
Quem repare o casco do barco
Para junto navegar.
Erimar Lopes.
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