Espero
Se tens a ir, vai-te.
Vais e desapareces,
Comigo já não mexes
Em mim já não cresces.
Vais e o teu orgulho reclamas
Quando afirmas o fim das chamas.
Preferes ignorar
Continuar a enganar
A máquina que não deixas funcionar.
Quando ela parar não me vais encontrar
Não me vais ter, nas tuas mãos
Para te satisfazer
Para te fazer dizer
Que me queres
Que é em mim que te perdes.
Preferes deixar morrer,
Fazer passar o que nunca passou,
Apagar o que não se apagou.
Mas agora,
Quem eu era, já não sou.
E, um dia,
Espero
E, por fim,
Já não te quero.
~Sara Filipa Quintaneiro dos Santos
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