Soneto quase combatente
das vidas que se digam assim tão poucas
pelo muito que gastam pelos braços
estejam sempre unidas em cada esforço
inventando a fartura de seus abraços
e os trabalhos que matam suas forças
nos desvãos da exploração arquitetada
removam da manhã todas as horas
em que estejam assim tão declaradas
e o sol do futuro esteja urgente
caminhando nas ruas do presente
nos braços de quem luta a madrugada
e terçando as bandeiras que invente
nos sertões dessas almas se apresente
como o grande construtor da alvorada
pelo muito que gastam pelos braços
estejam sempre unidas em cada esforço
inventando a fartura de seus abraços
e os trabalhos que matam suas forças
nos desvãos da exploração arquitetada
removam da manhã todas as horas
em que estejam assim tão declaradas
e o sol do futuro esteja urgente
caminhando nas ruas do presente
nos braços de quem luta a madrugada
e terçando as bandeiras que invente
nos sertões dessas almas se apresente
como o grande construtor da alvorada
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