Vila Madalena

Essa rua, saudade em cada neurônio, me conduz
A rota zero, da minha finita paz e candura
Veneno sentimento que contamina o rio e introduz
Estes grilhões,que envenena, infinita tortura
Cada palmo da minha infância,ainda tenho sede
Minha arena e paraíso infantil do bem, Vila Madalena
Da arena saí,em corpo adulto,tristeza que não procede
Porque ,o insensato tempo não percebe, alegria pequena
Tomava banho correndo a rua, não usava capa de proteção
Ilesos de toda moléstia, tempo ruim não nos invadia
A arena da paz, brincadeiras imortais, hoje em ilusão
A rua da minha infância e amigos, podiam sempre voltar
A eternidade de como era esta fortificada arena
Belas brincadeiras, meu brinquedos vivos a me alegrar
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