Sê todo, mesmo não sendo,
Nem nada, pois.
Sê tudo, me machuca,
Recuso esta aceitação
Mesmo que me seja inerente.
Esbravejo! Pois machuca,
E no fim, como morte aceito,
Vivo e humildemente.
Quero o nada,
A inexistencia,
A impossibilidade.
Quero mergulhar,
Não mergulhando,
Nem querendo.
E só de querer
No Sê me recuso,
Como na extremidade dum pendulo.
Oque eu quero não querendo
É aceitar o nada,
Mesmo não aceitando nada,
De ti aqui dentro.
E como me machuca
João Paulo Capovilla 20/08/2016
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