No topo do tempo

No topo do tempo o tempo com agilidade
Entranha-se naquela hora fugaz e extraditável
Como brame o silêncio confinado a um devaneio indecifrável
No topo do tempo a memória desabotoa a saudade banalizada
É consorte das lembranças esdrúxulas especulativas e fragilizadas
Tinge as palavras tão desfrutáveis, tão apreciáveis…tão inimagináveis
No topo do tempo o céu esvazia-se numa prece quase inimitável
A manhã acorda e espreguiça-se à beira de um silêncio reconciliável
Devora a fé desabrochando nesta imensa luminescência tão inesgotável
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Romaria
há sempre um amor mesmo à deriva tentando inflar as veias da vida pulsa-lo em tudo quanto desejo abarcar o mundo de tanto vivê-lo habitar…
AurelioAquino
últimas palavras
resguardo a mim as palavras de fúria
que escondem a angústia de existir não escolhendo e
viver morrendo
se conformar com e…
feudido
Bocaiúvas
Em todas as direções
agradeço o berço,
por todas as estações
rendo culto e apreço.
Por trilhas terenas
as bocaiúva…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Julgamento.
Deus meu - onde estarei amanhã ! não o sei... será que terei falecido durante meu sono - meus pesadelos - meus desenganos . Tudo terá de…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*