reinos
rei de nada, assento-me em cada trono
de cada instante sem posse ou vaidade:
que seja a eternidade só um sono,
que seja a vida a única verdade.
em deixar que caia a breve coroa
não há sofrimento nem abandono:
o que foi, se vai: junto ao tempo voa;
e é-me leve - pois nunca fui seu dono.
pois mais suave é a areia que, entre os dedos,
escorre, elaborando seus castelos
num chão que encerra todos os segredos,
sem elo ou perspectiva de ter elos.
e eis que vejo, rei de nada, sem medos:
tais castelos são, ao vento, mais belos.
de cada instante sem posse ou vaidade:
que seja a eternidade só um sono,
que seja a vida a única verdade.
em deixar que caia a breve coroa
não há sofrimento nem abandono:
o que foi, se vai: junto ao tempo voa;
e é-me leve - pois nunca fui seu dono.
pois mais suave é a areia que, entre os dedos,
escorre, elaborando seus castelos
num chão que encerra todos os segredos,
sem elo ou perspectiva de ter elos.
e eis que vejo, rei de nada, sem medos:
tais castelos são, ao vento, mais belos.
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