Tempo e Tempo
Hoje não há sol
que ilumine as avenidas,
muito menos luz
que surja entre os postes;
hoje o verso não é poesia
e a rima vive pela própria sorte.
Hoje é o amanhã
e o amanhã é sempre a morte
seguindo o renascimento,
dissipando o vento forte,
pela bruma inquieta
transitando entre cortes.
Amanhã será refeito
com o mesmo ar de hoje:
uma angustia sobre o peito
da humanidade que explode.
que ilumine as avenidas,
muito menos luz
que surja entre os postes;
hoje o verso não é poesia
e a rima vive pela própria sorte.
Hoje é o amanhã
e o amanhã é sempre a morte
seguindo o renascimento,
dissipando o vento forte,
pela bruma inquieta
transitando entre cortes.
Amanhã será refeito
com o mesmo ar de hoje:
uma angustia sobre o peito
da humanidade que explode.
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