Do mar de Olinda em memória
no mar de Olinda
a onda sempre fingia
que era um abraço apertado
nos ombros largos do dia
e a gente boiava na gente
como num sonho pensado
e inventava o presente
com o futuro ao lado
e o que rugia nas ondas
eram bemóis absurdos
o mar de Olinda era um canto
na garganta líquida do mundo
a onda sempre fingia
que era um abraço apertado
nos ombros largos do dia
e a gente boiava na gente
como num sonho pensado
e inventava o presente
com o futuro ao lado
e o que rugia nas ondas
eram bemóis absurdos
o mar de Olinda era um canto
na garganta líquida do mundo
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