SOBRE AS CAMAS
A vara que ergue a corda
Estica o varal até a altura do sol
Para que o lençol seque e quare
Um pouco mais alvo debaixo do céu
Permanecendo hasteado no alto do pau
Livra os arrastos da límpida barra no chão
E preserva o mundo exposto de cada um
A moça contempla o acinte do vento que acorda
Esvoaça o tecido e embandeira o quintal
Então penso que todos os dias lavam-se roupas
Onde se apagam os rastos deixados de suor e amores
Apenas para estender as cores e enfeitar o portal
Por onde transitam prazeres e dores
Vestígios dos nossos sonhos e dramas
O mundo é esse circo irreal
Enquanto descortina o próximo segundo
Achamos que o envelhecer amarrota as camas
Mas na verdade revive as fibras e o ideal
E renovam-se os panos enviesados
Enternecidos por vivas chamas
Estica o varal até a altura do sol
Para que o lençol seque e quare
Um pouco mais alvo debaixo do céu
Permanecendo hasteado no alto do pau
Livra os arrastos da límpida barra no chão
E preserva o mundo exposto de cada um
A moça contempla o acinte do vento que acorda
Esvoaça o tecido e embandeira o quintal
Então penso que todos os dias lavam-se roupas
Onde se apagam os rastos deixados de suor e amores
Apenas para estender as cores e enfeitar o portal
Por onde transitam prazeres e dores
Vestígios dos nossos sonhos e dramas
O mundo é esse circo irreal
Enquanto descortina o próximo segundo
Achamos que o envelhecer amarrota as camas
Mas na verdade revive as fibras e o ideal
E renovam-se os panos enviesados
Enternecidos por vivas chamas