Consequente
Tudo que de mim invade
Esvai no corpo em desabrigo
E limpa alva a mais pele suja
De morrer, na culpa, apodrecido.
Lividamente sabem:
a cor é o sinal do sacrifício
De quem na vida não mede coragem
De sangrar veneno até secar retinto.
As manchas ocas das marcas quase
Não mostram o medo dos secretos
Gritos
Que do silêncio entre os ecos saem
A dor das vozes que me querem
Ouvido.
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2021-04-03
Poeta,a escrita,para mim, tem que provocar reações.
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