CAMINHOS

Moro tão fora do mundo
Que a madrugada me traduz nos carinhos da arrebentação
E o pensamento me salga o sono de alga e areia

Depois quando nasce a luz na leveza do dia
Os sonhos fazem tanto alvoroço entorno das coisas
Que até os caminhos aquietam para ouvir a sinfonia

Quanta certeza teria eu para estar aqui
Pareço um enorme rio que repousa em seu leito
Afagando um afluente recém chegado a seu ninho

Mas sou inconstante como plumas ao vento
Mergulho e desassossego do sono profundo
E voo pelo mar afoito sem qualquer apego
Levando-te nas asas pelo gosto de andar sozinho


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