como falar das margens do teu corpo
como falar das imagens do teu corpo
do silêncio
e de como me olha
e me espera
como falar das margens do teu corpo
dos seus planaltos
e de como me olha
e me espera
como falar dos segredos do teu corpo
quando são
os nossos segredos
e da sua fonte que se fecha
e se abre
quando me espera
e eu chego
ofereces-me o teu corpo
aos olhos e aos beijos
mais vagarosos
da tua boca ouvem-se poemas
ébrios de paixão
e toda a vida será tão pequena
tocas-me e o meu corpo liberta-se
até que sejamos um no outro
até ao fim
do silêncio
e de como me olha
e me espera
como falar das margens do teu corpo
dos seus planaltos
e de como me olha
e me espera
como falar dos segredos do teu corpo
quando são
os nossos segredos
e da sua fonte que se fecha
e se abre
quando me espera
e eu chego
ofereces-me o teu corpo
aos olhos e aos beijos
mais vagarosos
da tua boca ouvem-se poemas
ébrios de paixão
e toda a vida será tão pequena
tocas-me e o meu corpo liberta-se
até que sejamos um no outro
até ao fim
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