Cordel da impaciência
Quelé, Clementino,
onde vais nesta hora?
Vou com João, com Severino,
vou com Penha, vou com Dora
forjar um novo destino
no espinhaço da história
levo a faca
levo a fome
levo a morte
e o talvez
trançados na minha sorte
que, por sorte, rebelei
cansei de ser tão escravo
e, agora, ponho-me lei
nos caminhos desta vida
bati muita continência
hoje levo a paciência
pendida no meu facão
e tanto mais me digam sim
eu repetirei o não
que venha sempre comigo
esse desejo desse chão
onde vais nesta hora?
Vou com João, com Severino,
vou com Penha, vou com Dora
forjar um novo destino
no espinhaço da história
levo a faca
levo a fome
levo a morte
e o talvez
trançados na minha sorte
que, por sorte, rebelei
cansei de ser tão escravo
e, agora, ponho-me lei
nos caminhos desta vida
bati muita continência
hoje levo a paciência
pendida no meu facão
e tanto mais me digam sim
eu repetirei o não
que venha sempre comigo
esse desejo desse chão
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