DIACHO DE FOME

Diacho de fome que arde no bucho
Que rebaixa o bicho
Que o torna insano como qualquer homem
Um pária sem pátria sem rumo e sem nome
E vice-versa

É fome de verso diversa sujeita
O peito lhe aperta por estar na sarjeta
Sem voz e sem teto sem afeto e sem graça
Não importasse praça quintal ou casa
Nem absurda conversa

O mundo separa-nos entre o farto e a falta
E a alma se despe do corpo se mata


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