Bela incolor e salgada
Pequena como um cisco
Pesada como um navio cargueiro
Salgada
Incolor
Não é todo mundo que consegue ver sua dor
Sobe como as lavas de um vulcão em erupção
Descem na mesma intensidade
Não pergunta o que tem a sua frente
Só quer destruição
Destruir
Está programada para destruir até esvaziar-se
Algo a invadiu, agora ela só quer explodir
E vai descendo uma atrás da outra, em fila, com pressa
Não quer saber o que está na frente
Nem deixar uma fresta
A superfície treme
O céu não sabe sabe o que fazer com tanta fumaça
O mar está agitado
Os pássaros estão agitados
Mas ela continua a destruir
Até cessar
Cansada, fraca, adormecida, ela cai
O tremor para, mas o céu ainda não está visível
Ainda tem fumaça
Ainda tem a agitação do mar
Mas não como antes
Aos poucos vai se refazendo
Está se acalmando
O vulcão enfurecido parece que está se acalmando
Aos poucos, no seu tempo, sem interferências.
Acalmado.
Quando será a próxima interferência?
Não se sabe.
Mas não é uma boa coisa mexer com ela.
Ela só quer paz.
Pesada como um navio cargueiro
Salgada
Incolor
Não é todo mundo que consegue ver sua dor
Sobe como as lavas de um vulcão em erupção
Descem na mesma intensidade
Não pergunta o que tem a sua frente
Só quer destruição
Destruir
Está programada para destruir até esvaziar-se
Algo a invadiu, agora ela só quer explodir
E vai descendo uma atrás da outra, em fila, com pressa
Não quer saber o que está na frente
Nem deixar uma fresta
A superfície treme
O céu não sabe sabe o que fazer com tanta fumaça
O mar está agitado
Os pássaros estão agitados
Mas ela continua a destruir
Até cessar
Cansada, fraca, adormecida, ela cai
O tremor para, mas o céu ainda não está visível
Ainda tem fumaça
Ainda tem a agitação do mar
Mas não como antes
Aos poucos vai se refazendo
Está se acalmando
O vulcão enfurecido parece que está se acalmando
Aos poucos, no seu tempo, sem interferências.
Acalmado.
Quando será a próxima interferência?
Não se sabe.
Mas não é uma boa coisa mexer com ela.
Ela só quer paz.
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