Varanda da primavera

Na varanda do tempo pintam-se poemas divagantes
Desconcertantes são todos estes silêncios debutantes
Imarcescíveis são as horas pelejando a bordo de tantos
Tantos intensos segundos discordantes
No estaleiro da vida as cores estucam os alpendres e
Varandins das minhas esperanças mais excitantes
Toda a agreste e inusitada primavera sorve da luz
Um encorpado e interminável afago tão petulante
Nesta panóplia de cores deslumbradas a escuridão
Desnuda-se e esfrega-se no peitoril dos breus mais gentis
Ressuscita até muitos solenes sonhos e desejos subtis
Engendra em conluio com o tempo prazeres ainda mais viris
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
O Julgamento.
Deus meu - onde estarei amanhã ! não o sei... será que terei falecido durante meu sono - meus pesadelos - meus desenganos . Tudo terá de…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Desfocado
Foco . A palavra que queres ou talvez não queiras em mim eu ainda não a tenho não tenho sua pista e talvez nem exista como essa ba…
Darlan de Matos Cunha
Quando a dívida de um acervo exige paga
Onde há fogo verbal vais até lá com parábolas onde estale tribuna braçal entras com tuas commodities dumpings e outras danações o…
Darlan de Matos Cunha
Moda
A moda exausta desmascarada . Servir-se até a exaustão para que no fim do dia não haja mais nada para querer, nada, nenhum ar novo…
Darlan de Matos Cunha