Vagando entre estações
Sigo viagem sozinha, em um trem lotado de pessoas estranhas.
Passamos pela estação do passado, me impediram de descer, implorei,
dessa vez acertaria o caminho, ouvi um sussurro “você não tem mais tempo”.
Desci na estação do presente, mas só vejo um deserto,
que só pode ser associável à minha impotência.
Numa busca solitária de sentir no corpo o arrepio de ser tocada por mãos trêmulas de desejo e amor
Mas o deserto é turbulento e desesperador, onde nem mesmo o grito mais sufocante
e doloroso consegue ser ouvido.
Descanso a mente e o coração em uma cama de areia,
quente durante o dia, fria ao cair da noite.
Se não morrerei de febre, então morrerei de paixão.
Mauricélia Alencar
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
No Amanhã !
Qual barco ao sabor das ondas soçobrando
Luto, estrebucho, exangue sem sentidos,
Então, quero meus despojos abatido…
Armando A. C. Garcia
A Âncora ! 26/10/2026
És a luz que reconforta minha vida
Tu, és a seiva que alimenta a alma,
És a Paz, que permeia o meu viver
A ânc…
Armando A. C. Garcia
Melancolias III
Nas praias desertas de minha cidade costumava me sentar ... e a observar a solidão que me traz o mar. as verdades de meu corpo e de minha…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
COM FÉ
Tenho muita fé, Creio em tudo, Só não creio Na falta de fé. Vou com tudo, Às vezes paro, Giro o mundo, Tá tudo caro. Embora eu não crei…
Celso Ciampi