Repente Meridional
O sol não me queima a face
no decorrer de um longo ano,
não há pintura que me trace
como bom samaritano.
Mas dizer que a minha classe
não contempla o gesto humano
é mentira, certo impasse
do crescente ardor urbano.
Entre os prédios e a avenida
nosso sangue perde a cor,
mas o cinza não erradica
a insistência de um amor.
E por amar, aceitamos
todo gesto e até rumor,
transformando nossas lágrimas
nessa máquina a vapor.
E que linda é a bruma
crescendo pela manhã,
toca a moça mais bonita
e não esquece da anciã.
Pela tarde se dissipa
na secura campeã,
em uma aura nordestina
- Poderoso talismã.
no decorrer de um longo ano,
não há pintura que me trace
como bom samaritano.
Mas dizer que a minha classe
não contempla o gesto humano
é mentira, certo impasse
do crescente ardor urbano.
Entre os prédios e a avenida
nosso sangue perde a cor,
mas o cinza não erradica
a insistência de um amor.
E por amar, aceitamos
todo gesto e até rumor,
transformando nossas lágrimas
nessa máquina a vapor.
E que linda é a bruma
crescendo pela manhã,
toca a moça mais bonita
e não esquece da anciã.
Pela tarde se dissipa
na secura campeã,
em uma aura nordestina
- Poderoso talismã.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski