Sombras dançantes

Sombras dançantes abeiram-se do cume deste silêncio
Inócuo, inofensivo e sempre absurdamente extensivo
Em degradé a escuridão pintalga-se de breus tão erosivos
Além os lamentos fazem a necropsia da solidão adesiva
Suas odoríferas palavras perfumam uma carícia decisiva
Dormitam no mausoléu das minhas preces intensas e efusivas
Sombras dançantes renascem no lajedo das emoções conclusivas
Evocam memórias incoercíveis e platonicamente excessivas
Abreviam meus versos trajados de esperanças e rimas sucessivas
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.