Retratos do Nada
O suspiro gentil
assombrando a janela
e, com toda a cautela,
roubando o sol de abril.
O amor da escuridão,
pautado no sentido
do instinto incontido
para além da emoção.
O reflexo sutil
no espelho e na memória,
traçando a trajetória
nas linhas do perfil.
A lua e a imensidão
nessa rua lotada
ou na casa fechada
da minha solidão.
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