Poema em amor desenfreado
até quando a morte me retire
da imensa praça do teu corpo
eu me direi guerreiro, mesmo morto,
de tudo quando em tua vida tive
e mesmo que carbono eu te reclamo
amante mineral do teu espaço
por muito de amante ainda eu ame
os sonhos que andei nesse teu passo
assim talvez eu me construa
dessa água que acaba tua sede
e estarei vivendo mesmo líquido
nos lábios de quem em mim perdeu-se
e caminharei, agora infinito,
em amores cada vez mais tanto
que mesmo a ausência do meu grito
sussure em seu ouvido o meu canto
da imensa praça do teu corpo
eu me direi guerreiro, mesmo morto,
de tudo quando em tua vida tive
e mesmo que carbono eu te reclamo
amante mineral do teu espaço
por muito de amante ainda eu ame
os sonhos que andei nesse teu passo
assim talvez eu me construa
dessa água que acaba tua sede
e estarei vivendo mesmo líquido
nos lábios de quem em mim perdeu-se
e caminharei, agora infinito,
em amores cada vez mais tanto
que mesmo a ausência do meu grito
sussure em seu ouvido o meu canto
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